A casa do Big Brother Brasil 26 foi palco de uma discussão acalorada na noite desta quinta-feira (22), onde alguns participantes teceram críticas contundentes à sister Ana Paula Renault. Matheus, Brigido, Edilson Capetinha e Paulo Augusto engajaram-se em um debate que extrapolou a estratégia de jogo, abordando questões de comportamento social, uso de discursos políticos e comparações com obras cinematográficas e edições passadas do reality.
Críticas Iniciais e a Defesa da Estratégia
O embate começou com Matheus expressando descontentamento com a postura de seus aliados, que, segundo ele, demonstrava complacência com atitudes de Ana Paula que considera intoleráveis. Brigido, por sua vez, justificou sua abordagem inicial como uma tática para evitar alimentar a narrativa da adversária, preferindo aguardar o momento certo para confrontá-la.
“Eu acho que vocês passam muito pano para Ana Paula”, declarou Matheus, acrescentando que as ações da sister o tornavam “insuportável”. Brigido rebateu, explicando que não buscava um confronto direto para não dar “corda” à colega, mas admitiu que também não a suportava. Matheus expressou o desejo de enfrentar Ana Paula em um Paredão, mesmo que isso significasse sua eliminação.
A Análise da ‘Estratégia Machista’ e a Resposta Psicológica
Brigido analisou a dinâmica de Ana Paula com os homens da casa, sugerindo que ela provocaria reações agressivas para ser vista como vítima de machismo. Ele defendeu a necessidade de manter a calma e utilizar a oratória como arma para neutralizar essa suposta estratégia.
“Ela entra na nossa mente para que a gente seja um macho escroto”, afirmou Brigido. Matheus, por outro lado, parecia inclinado a um confronto direto, enquanto Brigido insistia na importância de uma abordagem mais calculada, ressaltando que a sister “não chegou onde chegou à toa” e que sua estratégia poderia falhar em algum momento.
Acusações de Hipocrisia Ideológica e Inimizade Feminina
O debate evoluiu para o campo ideológico, com Matheus acusando Ana Paula de usar discursos políticos como fachada, enquanto suas ações refletiriam a elite que critica. Ele também a acusou de fomentar a rivalidade entre mulheres, julgando-as por suas vestimentas.
“Ela não representa as coisas que ela levanta. Ela é a elite brasileira”, argumentou Matheus, que também criticou a forma como Ana Paula, segundo ele, oferecia “moral seletiva” às mulheres, exemplificando com uma suposta fala sobre vestimentas e profissões.
Paralelos Cinematográficos e Históricos
Em um dos momentos mais marcantes, Paulo Augusto comparou a trajetória de Ana Paula com a de Karol Conká, do BBB 21. Matheus e Paulo Augusto utilizaram o filme de terror “Corra!” (Get Out) para ilustrar a tese de que Ana Paula se aproximaria de participantes negros com o intuito de explorá-los em seu jogo.
“Ela está usando as pessoas aqui dentro para se fortalecer. Esse filme é isso. A mulher pega as pessoas e são todos negros”, explicou Paulo Augusto. Matheus antecipou que abordaria essa comparação durante o programa ao vivo, declarando: “Fuja! Corra.”
Hierarquia e a Condição de ‘Patroa’
A dinâmica de Ana Paula com participantes de origem humilde, como Milena, também foi questionada. Os participantes levantaram a hipótese de que a relação não seria de igualdade, mas sim de submissão, com Ana Paula assumindo um papel de liderança autoritária.
Brigido ponderou que Ana Paula, em sua visão, não desenvolveria amizades com pessoas como Milena fora do reality, o que, segundo Matheus, indicaria uma postura de “patroa”. Paulo Augusto reforçou que suas amizades fora do programa são baseadas em reciprocidade, sem a intenção de se aproveitar de outros.
Apropriação de Causas Sociais e a Elite Brasileira
Matheus aprofundou a crítica sobre a interação de Ana Paula com grupos minoritários, acusando-a de manipular causas raciais e LGBT para se posicionar em uma posição de superioridade, e não como uma aliada genuína.
“Ela é tão manipuladora que ela quer estar em cima dessas classes, não no meio”, disse Matheus, que lamentou a falta de disposição para permitir que outros brilhassem e comparou a situação a uma “ditadura”.
Preparação para o ‘Sincerão’ e o Discurso sobre a Realidade Social
Com a proximidade do quadro “Sincerão”, Matheus ensaiou um discurso para expor o que considera ser o distanciamento de Ana Paula da realidade das comunidades carentes, acusando-a de defender ideais que não pratica.
“Tu nunca pisaria numa favela com tua prepotência. Tu defende esses teus ideias, tu seria corrida da favela com essa postura que tu tem. Tu é literalmente a elite brasileira que tu fala”, declarou Matheus, indicando que seria sua “última cena” no programa.
O Rótulo de ‘Socialista de iPhone’ e Comparações Controversas
Para finalizar a conversa, Brigido e Matheus rotularam Ana Paula de “socialista de iPhone”, criticando sua “energia ruim”. Brigido chegou a afirmar que preferiria a companhia de Pedro, participante expulso por assédio, a conviver com Ana Paula.
“Sinto uma energia ruim dela”, comentou Brigido. Matheus descreveu a sister como “horrível” e “uma pessoa do mal”. Paulo Augusto mencionou que não a acompanhava antes do programa, e Matheus acrescentou que não consumiria seu conteúdo. Brigido concluiu que Ana Paula é “contra o conservadorismo e socialista de iPhone”.