A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional entra em vigor com um novo valor de R$ 1.621, representando um acréscimo de R$ 103 mensais para os trabalhadores que recebem o piso. A atualização, oficializada pelo Governo Federal e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2025, tem um alcance significativo, impactando diretamente não apenas o 13º salário, mas também outros três benefícios cruciais para milhões de brasileiros.
O reajuste de 6,79% estabelece uma nova base de cálculo para diversos pagamentos governamentais e trabalhistas. Entre os mais afetados estão os benefícios previdenciários do INSS. Cerca de 70% dos segurados da Previdência Social têm seus pagamentos atrelados ao salário mínimo, o que significa que seus proventos serão automaticamente ajustados para o novo patamar de R$ 1.621.
Outro benefício que sofre alteração direta é o Seguro-Desemprego. A legislação estabelece que nenhuma parcela do seguro pode ser inferior ao valor do salário mínimo vigente. Dessa forma, o valor mínimo a ser recebido pelos trabalhadores que se enquadram nos critérios do programa em 2026 será de R$ 1.621.
O PIS/Pasep, programa que concede um abono salarial aos trabalhadores que cumprem determinados requisitos, também terá seus valores recalculados com base no novo piso. Isso pode resultar em um aumento no montante máximo que os beneficiários do regime CLT podem receber em 2026.
Adicionalmente, o 13º salário, pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada, terá seu valor integral elevado para aqueles que recebem o salário mínimo. Como o cálculo do décimo terceiro é proporcional ao salário vigente, o aumento do piso nacional reflete diretamente na remuneração adicional.
Perspectivas Futuras
As projeções indicam uma tendência de valorização contínua do salário mínimo. Estudos preliminares, que consideram a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sugerem que para 2027 o valor poderá alcançar R$ 1.724. A expectativa para 2028 aponta para R$ 1.823, caso as tendências atuais se mantenham.
Metodologia de Cálculo
O reajuste do salário mínimo em 2026 segue a Política Permanente de Valorização do Salário Mínimo, estabelecida pela Lei 14.663/2023. O cálculo baseia-se em dois pilares principais: a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para o ajuste de 2026, o INPC acumulado foi de 4,18%, e o crescimento do PIB de 2024, combinado com as regras do novo arcabouço fiscal, resultou em um ganho real limitado a 2,5%. A soma desses fatores gerou o aumento nominal de R$ 103 no piso nacional.