Em uma iniciativa que promete resgatar a memória de um dos maiores fenômenos da música brasileira, a TV Globo lança nesta segunda-feira (2) o documentário “Mamonas – Eu Te Ai Love Iú”. A obra chega às telas aproximadamente trinta anos após o trágico acidente que ceifou a vida dos cinco integrantes do grupo em março de 1996, encerrando abruptamente uma trajetória meteórica.
O filme, que será exibido logo após o reality show BBB 26, mergulha na história dos rapazes de Guarulhos através de um acervo de imagens inéditas e depoimentos de familiares, amigos e personalidades que compartilharam momentos com a banda. A produção busca ir além do luto, explorando a ascensão fulminante dos Mamonas Assassinas, que em 1995 se consolidaram como o principal expoente da música nacional e deixaram uma marca indelével na indústria fonográfica.
Antes da estreia para o grande público, os participantes do BBB 26 terão a oportunidade de assistir ao documentário em primeira mão, durante a sessão especial do “Cine BBB” horas antes da exibição televisiva.
A narrativa conta com a participação de figuras como Serginho Groisman, Cláudio Manoel e Tom Cavalcante, cada um com suas memórias e conexões com o quinteto. O sucesso estrondoso do único álbum lançado pelos Mamonas Assassinas, que superou a marca de 3 milhões de cópias vendidas – um feito notável no mercado musical brasileiro –, é um dos pontos altos da produção. A obra também aborda a forte disputa entre emissoras pela presença do grupo em seus programas, evidenciando o poder de audiência que eles detinham. Registros históricos revelam que figuras proeminentes da época, como Boni, então um executivo da Globo, chegaram a propor um contrato de exclusividade para evitar que o grupo aparecesse em canais concorrentes, como o SBT.
“Mamonas – Eu Te Ai Love Iú” é uma realização do Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo, com direção de Fellipe Awi. O roteiro leva a assinatura de Renato Terra e Gabriel Tibaldo, com produção de Anelise Franco. Fernanda Neves responde pela produção executiva, Monica Almeida pela direção artística, e Pedro Bial lidera o Núcleo de Documentários.
A produção audiovisual chega em um momento oportuno, mantendo viva a lembrança dos Mamonas Assassinas para as gerações que vivenciaram o auge da banda e para as novas audiências que descobrem sua história. O documentário se propõe a reafirmar que, apesar da perda, a essência e o legado do grupo permanecem pulsantes.