O cenário artístico brasileiro lamenta profundamente a partida do ator Silvio Ferrari, que faleceu na última sexta-feira, 16 de fevereiro. Conhecido por sua versatilidade e talento, Ferrari deixou uma marca indelével em obras marcantes da televisão e do teatro nacional. Sua atuação em novelas icônicas como “Roque Santeiro” (1985) e “Pantanal” (1990), além do remake de “Pecado Capital” (1998), solidificaram seu nome no imaginário popular.
A Associação dos Produtores de Teatro (APTR) confirmou a notícia neste sábado, 17 de fevereiro, emitindo uma nota de pesar que ecoou entre colegas de profissão e admiradores. Embora a causa da morte e a idade exata de Ferrari não tenham sido divulgadas, a comunidade artística expressou sua consternação com a perda.
O velório do artista está programado para ter início às 13h30 deste domingo, 18 de fevereiro, seguido pela cerimônia de cremação às 16h30. Ambos os eventos ocorrerão no Crematório e Cemitério Vertical da Penitência, localizado na região central do Rio de Janeiro.
A APTR.br destacou em sua manifestação o legado de Silvio Ferrari, ressaltando sua contribuição significativa para o teatro e o audiovisual brasileiro. A associação relembrou sua participação em peças de diversos gêneros, de musicais a comédias, incluindo títulos como “Rádio Nacional”, “O abre alas” e “O dia em que raptaram o Papa”. A nota enfatizou a seriedade e a sensibilidade com que Ferrari dedicou-se ao ofício, construindo personagens memoráveis na tela, como Helinho em “Roque Santeiro” e Rubem na primeira versão de “Pantanal”.
A notícia de seu falecimento gerou uma onda de homenagens e mensagens de solidariedade nas redes sociais. A atriz Mônica Martelli expressou sua tristeza, enviando sentimentos aos familiares e amigos. Ítala Nandi lamentou a perda de “mais uma luz que se apaga”, enquanto Mallu Vale descreveu Ferrari como “um querido”.
Bia Montez, uma das primeiras a se manifestar, relembrou o colega com carinho, destacando sua “voz de baixo profundo que sempre nos encantou” e seu “bom humor constante”. Fafy Siqueira compartilhou a experiência de ter feito sua primeira peça com Ferrari, descrevendo-o como “muito elegante”.
O ator e roteirista Marcelo Saback, em uma mensagem pessoal, recordou a amizade e as alegrias compartilhadas com Ferrari, marcadas por “muita cantoria e diversão”. Kiko Mascarenhas o descreveu como um “amigo querido, gentil, dono de uma voz inesquecível, amado por todos que o conheceram”. Carmo Dalla Vecchia, por sua vez, celebrou a jornada do amigo, expressando gratidão por sua passagem pela vida e exaltando sua “voz” inesquecível.