O Banco Central do Brasil lançou um alerta importante para milhões de brasileiros: um montante expressivo de R$ 10,02 bilhões permanece esquecido em instituições financeiras, aguardando ser reclamado por seus legítimos donos. Este valor, referente a saldos de clientes e outras pendências financeiras registradas até novembro do ano passado, pode ser acessado através do Sistema Valores a Receber (SVR), uma plataforma criada pelo BC para facilitar a devolução desses recursos.
O SVR abrange pessoas físicas, incluindo valores de pessoas falecidas, e também empresas que possuam dinheiro a receber de bancos, consórcios e cooperativas de crédito. A iniciativa visa recuperar esses fundos que, por diversos motivos, não foram resgatados por seus titulares.
Para verificar a existência de valores a receber, o cidadão deve acessar exclusivamente o portal oficial do Banco Central na internet: https://valoresareceber.bcb.gov.br/. O acesso ao sistema foi reforçado com medidas de segurança para coibir fraudes. Atualmente, a entrada requer uma conta gov.br com nível prata ou superior, além de uma verificação em duas etapas para garantir a proteção dos dados.
O processo de consulta e acesso ao sistema envolve três etapas principais: primeiramente, é necessário possuir o aplicativo gov.br instalado e um cadastro com validação facial ativa para assegurar a segurança em múltiplas etapas. Em seguida, o usuário deve acessar a plataforma Valores a Receber utilizando seu CPF e a senha da conta gov.br. Por fim, um código gerado no aplicativo gov.br deve ser informado no sistema para completar a autenticação.
A liberação dos valores pode ocorrer de forma automática para quem informou uma chave Pix válida. Caso o beneficiário não possua uma chave Pix, será necessário contatar diretamente a instituição financeira onde o valor está depositado para negociar uma alternativa de recebimento. Outra opção é criar uma chave Pix e, posteriormente, retornar ao sistema para finalizar a solicitação.
Em casos de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta e o resgate ficam restritos a herdeiros, inventariantes, representantes legais ou testamentários, que deverão apresentar um termo de responsabilidade para formalizar o pedido.
Desde maio do ano passado, o Banco Central também disponibiliza a opção de adesão ao resgate automático de valores. Essa funcionalidade, opcional, simplifica o processo, eliminando a necessidade de consultas frequentes e solicitações manuais, com o crédito sendo realizado diretamente na conta bancária do titular quando os recursos estiverem disponíveis. Para usufruir deste benefício, é preciso ter uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas, e possuir uma chave Pix do tipo CPF, sendo esta funcionalidade exclusiva para pessoas físicas.
É fundamental que os cidadãos estejam atentos a possíveis golpes. O Banco Central reitera que não realiza contato por telefone, mensagens ou redes sociais para solicitar dados pessoais, senhas ou informações bancárias, e que não há cobrança de qualquer taxa para o recebimento desses valores. A única forma segura de interagir com o sistema é através dos canais oficiais disponibilizados pelo próprio Banco Central.