A atriz Thaila Ayala compartilhou recentemente detalhes sobre experiências amorosas conturbadas que a levaram a um período de cinco anos dedicada ao autoconhecimento e à priorização de si mesma, antes de reatar um relacionamento.
Atualmente casada com o ator Renato Góes, com quem tem dois filhos, Francisco e Tereza, Ayala abriu o jogo durante sua participação no podcast “Quem é Você Nesse Rolê?”. Ela descreveu algumas de suas relações passadas como “muito ‘cagadas’”, mencionando casos de dependência química e traição.
“A primeira coisa foi aprender a me amar”, declarou a atriz. “Eu não sabia ficar sozinha, emendava um relacionamento no outro. Era uma dependência de um carinho, uma coisa”. Ela relembrou a dificuldade em lidar com a solidão e a constante busca por sua própria identidade, exemplificando com a mudança de seus interesses de acordo com os parceiros: “Eu namorava um surfista, virava surfista; namorava um paraquedista, virava paraquedista. Completamente perdida.” O caminho para se sentir amada, segundo ela, passou por “se apaixonar pelas suas feridas, pelas suas belezas”.
Análise Profissional e Sinais de Alerta
Em análise solicitada pela CARAS Brasil, a sexóloga Bárbara Bastos comentou as declarações de Thaila Ayala. A especialista ressaltou que, em tais circunstâncias, a busca por auxílio profissional pode ser crucial para que a pessoa consiga identificar a dinâmica em que está inserida e desenvolver a força emocional necessária para sair dela, dada a complexidade da dependência relacional.
Bárbara Bastos enfatizou que nenhuma forma de violência é aceitável e que tais situações demandam “atenção imediata”. Ela alertou para sinais mais sutis de relacionamentos prejudiciais, como comportamentos e falas desrespeitosas que, embora não abertamente agressivos, ultrapassam os limites do respeito e da coerência. “Às vezes é aquela atitude que faz você pensar: ‘Foi estranho… mas vou deixar passar’. O problema é repetir isso várias vezes”, explicou. A sexóloga ponderou que a constante minimização de incômodos pode levar à construção de uma vida onde a infelicidade interna é mascarada.
A Importância do Autoconhecimento e da Família
A sexóloga destacou o autoconhecimento como um pilar fundamental para todos os indivíduos, especialmente para aqueles que vivenciaram relacionamentos conturbados.
“Claro que quando alguém vem de uma família mais desorganizada emocionalmente, as referências são piores e isso influencia bastante. Crescer observando conflitos entre pais, irmãos ou cuidadores cria uma base frágil sobre o que é uma relação saudável”, comentou Bastos. Por outro lado, ela reconheceu que ter boas referências familiares pode proporcionar uma vantagem inicial na vida afetiva. Contudo, ressaltou a importância de reconhecer que somos indivíduos e que, além da influência familiar, construímos nossas referências em outros ambientes.