Connect with us

Notícias

A Maternidade Sem Fim: “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” Mergulha no Caos Materno

Published

on

O cenário cinematográfico de 2025 tem sido palco para obras que desvendam as complexidades da experiência feminina. Se, por um lado, Morra, Amor, de Lynne Ramsay, tem sido aclamado por sua abordagem à maternidade e à depressão pós-parto, com uma narrativa que se aprofunda em um universo feminino sufocante, por outro, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, dirigido por Mary Bronstein, apresenta uma visão ainda mais visceral e perturbadora sobre o tema.

O filme de Bronstein não se contenta em ser apenas um drama psicológico; ele se lança em um abismo de tensão, terror e mal-estar, retratando a maternidade como uma marca indelével. A trama acompanha Linda (Rose Byrne), uma psicóloga à beira do esgotamento, que luta contra a doença enigmática de sua filha, a ausência do marido, dificuldades financeiras e o desaparecimento de uma paciente. Em meio a um cenário de desespero e isolamento, o longa explora as pressões esmagadoras e o desgaste inerente à vida materna.

A direção de Mary Bronstein em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um procedimento cirúrgico que testa a resistência do espectador. Através de escolhas técnicas audaciosas, o filme confronta o público com um turbilhão de emoções e pensamentos, tornando impossível ignorar a crueza com que o caos e o detrimento da figura materna são representados. A atuação de Rose Byrne, em particular, é um pilar central, comunicando a angústia e o sofrimento de Linda com uma intensidade palpável.

Desde os primeiros instantes, a câmera de Bronstein nos imerge na desordem interior da protagonista, aproximando-se de forma quase invasiva do rosto de Rose Byrne. A cineasta sinaliza claramente que o foco é inabalável: a jornada de Linda. A decisão de não revelar a face da filha reforça a premissa do filme, que prioriza o estado emocional e mental da mãe sobre a vulnerabilidade da criança, sublinhando que a maternidade é, primordialmente, uma condição que molda a mulher.

Advertisement

Em um paralelo com outras obras recentes, como o terror corporal A Substância (2024), de Coralie Fargeat, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria também se destaca pela maneira como explora o pandemônio da vida feminina. Enquanto Fargeat utiliza uma montagem frenética para abordar a busca por perfeição e afeto, Bronstein confia na força de suas atrizes – Rose Byrne, neste caso – para expor as profundezas de suas personagens.

Rose Byrne, conhecida por seus papéis em comédias, encontra em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria uma plataforma para demonstrar a desintegração de um espírito. A atenção minuciosa de Bronstein aos detalhes é notável, exemplificada pela transformação de Linda, que aparenta envelhecer uma década de um dia para o outro, evidenciando o cansaço de uma mulher em uma luta solitária. Embora haja uma crítica implícita à ausência masculina na dinâmica familiar, o cerne da narrativa permanece no peso insuportável de ser mãe.

Um elemento visual recorrente, como o buraco no teto do quarto do casal, funciona como um espelho da protagonista, refletindo seu vazio e sua busca por identidade em meio à escuridão. No entanto, a cena mais dilacerante é a perseguição entre Linda e sua paciente Caroline (Danielle Macdonald). A luta desesperada de Linda para alcançar a paciente, que desaparece na escuridão da praia, ecoa a mensagem de Morra, Amor: a maternidade é uma função incessante, um trabalho sem fim.

Assim como em Morra, Amor, que aparenta pessimismo mas, na verdade, expõe a crua realidade de uma função ininterrupta, Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria nos confronta com a ideia de que a maternidade é um ciclo sem trégua. A pergunta que fica é: haveria algo mais aterrorizante do que essa dedicação perpétua?

A Maternidade Sem Fim:

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias

Clássico Paulista: Palmeiras e São Paulo se enfrentam em jogo decisivo pelo Paulistão

Published

on

A rivalidade centenária entre Palmeiras e São Paulo volta a esquentar os gramados neste domingo, 24 de janeiro, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Paulista de 2026. O aguardado Choque-Rei tem potencial para agitar a classificação do torneio, prometendo um espetáculo de tirar o fôlego para os torcedores.

O confronto, que acontecerá no horário [inserir horário específico aqui, se disponível no original, caso contrário omitir ou generalizar como ‘no decorrer do dia’], será transmitido ao vivo para os fãs que desejam acompanhar cada lance e torcer por seus times. [Inserir informações sobre onde assistir, como canais de TV ou plataformas de streaming, se disponíveis no original, caso contrário omitir ou generalizar como ‘em plataformas de transmissão esportiva’]. A expectativa é de um jogo disputado, com ambas as equipes buscando a vitória para consolidar suas posições na tabela e avançar na competição.

Clássico Paulista: Palmeiras e São Paulo se enfrentam em jogo decisivo pelo Paulistão

Advertisement
Continue Reading

Notícias

Suzana Alves detalha fim do casamento com Flávio Saretta: ‘Decisão dele’

Published

on

Meses após o término de seu casamento de 15 anos com o ex-tenista Flávio Saretta, a atriz Suzana Alves, eternizada como a Tiazinha, compartilhou detalhes sobre o fim da união. Em entrevista ao Jornal O Globo, Alves revelou que a iniciativa da separação partiu de Saretta.

“Foi uma decisão dele (Flávio), não minha. Não tem a ver comigo. Isso não faz parte de mim. Ele decidiu, e estou só obedecendo a Deus”, declarou a atriz, que ressaltou sua paz interior e a força obtida pela fé. “Tem coisas que a gente não tem controle. Se não fosse Deus, eu não estaria nem sorrindo. Mas estou em paz porque ele conforta o meu coração e cuida de mim e dos meus filhos”.

O anúncio oficial da separação ocorreu em julho de 2025, por meio das redes sociais. Suzana Alves e Flávio Saretta oficializaram a união em 2010 e, ao longo dos anos, mantiveram um relacionamento discreto, pautado por valores como fé, respeito e família. Embora preservassem a vida íntima, ocasionalmente compartilhavam momentos juntos em suas plataformas digitais.

Em sua declaração no ano passado, Suzana Alves comunicou o divórcio de forma transparente, mas sem expor os motivos. “Por respeito à nossa história e, principalmente, por respeito a mim, decidi tornar pública essa informação de forma transparente, mas sem abrir espaço para julgamentos ou especulações”, escreveu na época. Ela também mencionou o desejo de construir uma família como um dos pilares de sua trajetória e a importância de aceitar as circunstâncias que fogem ao controle para seguir em frente.

Advertisement

“Diante de muitas mensagens de carinho e preocupação que venho recebendo, vou compartilhar com vocês que estou passando por um momento delicado da minha vida: estou em uma jornada de separação. Sigo em paz, com a mesma fé no meu Deus e como coração fortalecido pelo amor daqueles que me cercam”, complementou, expressando gratidão aos fãs e reafirmando seu compromisso com os filhos, Felipe e Benjamin.

Flávio Saretta, 44 anos, teve uma carreira de destaque no tênis brasileiro na década de 2000. O paulista de Americana atingiu o 44º lugar no ranking da ATP em 2003 e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, obtendo vitórias sobre tenistas renomados. Após se aposentar das quadras em 2009 devido a lesões, Saretta passou a atuar como comentarista esportivo, mantendo-se ativo no universo do tênis.

Suzana Alves detalha fim do casamento com Flávio Saretta: 'Decisão dele'

Continue Reading

Notícias

Globo Alavanca Vídeos Curtos com Novo App para Desafiar Dominância do TikTok e Kwai

Published

on

O dinâmico mercado de vídeos curtos está prestes a receber um novo e potente jogador. Fontes indicam que a Globo está em fase de estudos avançados para lançar um aplicativo dedicado, com o codinome Globopop, visando competir diretamente com gigantes como TikTok, Kwai, YouTube Shorts e as iniciativas da Meta. A expectativa é que a plataforma, que deverá ser gratuita, chegue ao público até junho deste ano, conforme apurado pelo Meio e Mensagem.

Embora o projeto ainda esteja em desenvolvimento, a assessoria do grupo confirmou a iniciativa. O Globopop tem como proposta central servir como um centro unificado para uma variedade de conteúdos. Espera-se que a plataforma agregue produções originais da emissora, materiais de bastidores exclusivos, adaptações de novelas em formato vertical e conteúdo já disponível nas redes sociais do canal.

Esta estratégia se alinha com a crescente incursão da Globo no universo das narrativas verticais. Um exemplo notável é a derivação de “Vale Tudo” para o Globoplay, que contará com 65 capítulos pensados para o consumo em dispositivos móveis. A produção, com foco nas personagens Odete Roitman (interpretada por Debora Bloch) e Maria de Fátima (Bella Campos), tem estreia marcada para o dia 10 de fevereiro.

O modelo de negócios do Globopop prevê uma estrutura de monetização baseada em pacotes comerciais. Anunciantes terão a oportunidade de adquirir espaços publicitários exclusivos na plataforma, além de o aplicativo poder servir como um complemento para acordos publicitários já existentes entre a emissora e seus parceiros comerciais.

Advertisement

A aposta em formatos de vídeo mais curtos não é novidade para o grupo. Anteriormente, a Globo já vinha expandindo seu investimento nesse segmento com os resumos de novelas produzidos pelo Gshow. Atualmente, as produções verticais já são distribuídas em diversas plataformas, incluindo as redes sociais da TV Globo e o próprio Globoplay.

Com o lançamento do Globopop, a Globo busca consolidar sua presença e reter a audiência em um ecossistema próprio. A iniciativa representa um movimento estratégico para reduzir a dependência de plataformas de terceiros na distribuição de seu conteúdo em formato curto.

Globo Alavanca Vídeos Curtos com Novo App para Desafiar Dominância do TikTok e Kwai

Continue Reading
Advertisement

Mais Lidas

Copyright © 2026 TVeMais