Em decisão unânime anunciada em 28 de janeiro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou por manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A medida, que já era esperada por analistas de mercado, tem impacto direto sobre milhões de brasileiros que aplicam seus recursos na caderneta de poupança.
A decisão do Copom, que avaliou o cenário inflacionário, a atividade econômica e as expectativas do mercado, confirmou a Selic em seu patamar mais elevado em quase duas décadas. Segundo o comunicado oficial, o atual nível da taxa tem sido fundamental para frear as pressões inflacionárias recentes.
Apesar da manutenção, o Banco Central sinalizou a possibilidade de um corte na taxa de juros já em março. Essa perspectiva tem movimentado o mercado financeiro e gerado debates entre especialistas. No entanto, para os saldos da poupança, o impacto imediato é nulo.
Impacto da Selic na Poupança:
Com a Selic mantida acima de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança segue as regras estabelecidas: 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (TR). Como a TR tem se mantido próxima de zero, o crescimento dos saldos na caderneta continua limitado. Ainda assim, a poupança permanece como uma opção para uma parcela significativa da população, atraída pela simplicidade, segurança e liquidez imediata.
Alternativas de Investimento:
Em contrapartida, outros investimentos têm se mostrado mais vantajosos. Aplicações atreladas ao CDI, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de bancos médios, têm oferecido retornos superiores à caderneta, mesmo após a incidência do Imposto de Renda. Simulações indicam que R$ 1.000 investidos nessas modalidades renderam mais do que na poupança.
O Tesouro Selic também se beneficia do cenário de juros altos, acompanhando diretamente a taxa básica. Apesar das taxas de custódia, o rendimento desses títulos tem superado a poupança, o que tem levado muitos investidores a migrarem parte de seus recursos.
Expectativas Futuras:
A sinalização de um possível corte na Selic em março gera expectativas moderadas no mercado. O Banco Central reforça que as decisões futuras estarão atreladas à evolução dos indicadores econômicos, incluindo inflação, consumo e o cenário internacional.
Até que ocorram mudanças efetivas, a poupança continuará com sua remuneração limitada. Para o investidor que busca maior rentabilidade, a atenção a outras opções de renda fixa mais competitivas torna-se essencial. A decisão do Banco Central, portanto, manteve o rendimento da poupança inalterado no dia 29 de janeiro, com o saldo seguindo as regras vigentes, mas o cenário de juros elevados continua a favorecer alternativas de investimento mais rentáveis.