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A História do Som: Um Retrato Íntimo e Sóbrio de um Amor Marcante

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A estreia de ‘A História do Som’, dirigido por Oliver Hermanus, evoca inevitavelmente comparações com ‘O Segredo de Brokeback Mountain’, de Ang Lee. Ambas as obras exploram a profundidade de um vínculo amoroso singular, uma conexão inexplicável que une duas almas. Contudo, as semelhanças param por aí, e é justamente nessa distinção que reside a força de ambos os filmes.

Enquanto o aclamado longa de Lee, lançado há duas décadas, equilibrava a narrativa entre seus protagonistas, com diálogos intensos e performances fervorosas, ‘A História do Som’ opta por uma abordagem mais contida. O filme de Hermanus foca em um dos lados da relação, criando uma atmosfera de sobriedade que ressoa profundamente no espectador, especialmente nos momentos de silêncio.

A trama acompanha o encontro de dois homens em 1917, durante seus estudos no Conservatório de Música da Nova Inglaterra. Após a Primeira Guerra Mundial, eles embarcam juntos em uma jornada pela zona rural do Maine em 1920, dedicando-se a registrar canções folclóricas locais.

A narrativa de Hermanus, com seu ritmo deliberado, pode não agradar a todos. No entanto, para aqueles dispostos a se entregar à sua cadência, o filme oferece uma experiência rica e substancial, impulsionada pelas atuações notáveis de sua dupla principal: Paul Mescal e Josh O’Connor.

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A maneira como cada ator aborda a complexidade de seu personagem e a natureza do amor que compartilham é um ponto de fascínio. Josh O’Connor, conhecido por seu papel como Príncipe Charles em ‘The Crown’, que lhe rendeu um Emmy, demonstra uma presença magnética em cena. Sua interpretação, mesmo em sua simplicidade, cativa o público, conduzindo-o pela narrativa com uma força quase hipnótica. Essa capacidade foi evidenciada em trabalhos anteriores como ‘Emma.’ e o vibrante ‘Rivais’.

Paul Mescal, por sua vez, adota uma abordagem diferente, mas igualmente eficaz. Seu personagem é o eixo central desta história de amor, um amor que floresceu e se concretizou, mas que não encontrou um desfecho em termos de uma vida compartilhada a dois. Para ‘A História do Som’, essa nuance é crucial. O filme não se debruça sobre a rotina, mas sim sobre o impacto duradouro de momentos singulares, como um som marcante que ecoa na memória.

Mescal, com suas expressões faciais sutis, transmite um amargor latente, uma força que parece contê-lo mesmo diante de impulsos externos. É nessa contenção que ‘A História do Som’ encontra seu triunfo. Através dos olhares melancólicos do ator irlandês, que evoca o tom de seu trabalho em ‘Aftersun’, percebemos a ânsia por um amor libertador, uma fuga de uma vida marcada por limitações, perdas e as cicatrizes da guerra.

Graças às performances de Paul Mescal e Josh O’Connor, ‘A História do Som’ se estabelece como uma obra profundamente sensível. O filme sugere que os sons, sejam eles naturais ou artificiais, carregam consigo histórias invisíveis, mas onipresentes, algumas delas silenciosamente devastadoras.

A História do Som: Um Retrato Íntimo e Sóbrio de um Amor Marcante

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Semana na TV: Luto, Vitórias e Novidades Agitam os Bastidores da Televisão Brasileira

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A semana entre 20 e 24 de abril foi palco de intensas emoções no cenário televisivo brasileiro. Marcada por conquistas notáveis, momentos de profunda tristeza e anúncios surpreendentes, o período ofereceu um panorama diversificado para os espectadores.

O encerramento do “BBB26” trouxe um misto de celebração e comoção. A vitória de Ana Paula Renault, uma veterana de realities, foi coroada por números expressivos de audiência, consolidando o sucesso da temporada. No entanto, a alegria foi atenuada por perdas significativas nos bastidores da Globo: o apresentador Tadeu Schmidt vivenciou o luto pela morte de seu irmão, o icônico jogador de basquete Oscar Schmidt, enquanto a própria campeã, Ana Paula Renault, lidou com o falecimento de seu pai durante a reta final do programa.

A temporada deste ano do “BBB” demonstrou sua força em dados impressionantes. Batendo recordes, especialmente no ambiente digital, o reality show registrou um aumento de 74% no consumo via Globoplay em comparação com a edição anterior. O público jovem, na faixa de 18 a 24 anos, impulsionou a audiência em 144%. Nas redes sociais, o engajamento foi igualmente notável, com mais de 129 milhões de menções espontâneas e 1,5 bilhão de curtidas apenas no X, totalizando mais de 41 bilhões de visualizações em todas as plataformas da emissora.

Enquanto isso, a RedeTV! movimentou o mercado com a contratação de Babi Xavier. A apresentadora comandará um novo reality show voltado para casais, com estreia prevista para maio. A proposta da atração busca aliar o carisma de Xavier à sua formação em psicologia, prometendo uma dinâmica inédita.

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O SBT também chamou a atenção com uma alteração em sua grade. O “Eita Lucas!” e o “Casos de Família” foram temporariamente substituídos pelo “Jequiti Live Show de Ofertas” no sábado, 25 de abril. A emissora assegura que a mudança é pontual, mas gerou especulações nos bastidores sobre o futuro dos programas.

Fora do BBB, o diretor Boninho continuou a agitar o universo dos realities. Em postagens na madrugada de sexta-feira (24/4), ele divulgou detalhes sobre o “Casa do Patrão”, projeto da Record com o Disney+, e revelou um novo reality para o Amazon Prime Video, intitulado “Oi, Sumido”. A produção pretende explorar o formato sul-coreano de relacionamentos, focando na convivência entre ex-casais.

A semana também foi marcada por um incidente lamentável envolvendo a repórter Lisa Gomes, do “Fofocalizando”, do SBT. Durante a cobertura ao vivo da prisão do MC Ryan SP, na quinta-feira (23/4), a jornalista foi hostilizada e empurrada por pessoas ligadas ao artista. A confusão, transmitida em rede nacional, foi testemunhada de perto pela repórter Fernanda Siccherolli, do portal LeoDias.

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Padre Manzotti Expõe Dilemas de Famosos e o Poder da Fé em Busca de Paz

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Em um bate-papo exclusivo com o portal LeoDias em Curitiba, o padre Reginaldo Manzotti compartilhou detalhes sobre sua relação com personalidades do mundo artístico e o principal desafio que muitos enfrentam: a pressão pela exposição constante. O sacerdote destacou que, apesar da proximidade com celebridades como Virginia Fonseca, Thiaguinho e Thaeme Mariôto, ele preza pela discrição em assuntos de foro íntimo.

Segundo Manzotti, muitos famosos buscam nele não o holofote, mas sim um refúgio espiritual e orientação. “São conversas de foro interno, então muitas coisas eu não posso revelar”, afirmou o padre, ressaltando que o pedido mais comum durante seus encontros é uma simples bênção. “A pessoa não vem no artista, vem no padre”, explicou, evidenciando que a busca é por um suporte religioso genuíno.

O padre revelou que mantém um acompanhamento espiritual que vai além das conversas pontuais, incluindo trocas de mensagens e orações. Ele confessou ter um “caderninho” especial onde anota nomes de pessoas pelas quais se compromete a rezar, inclusive o do jornalista Leo Dias, a quem dedicou uma mensagem de carinho.

Ao abordar os desafios enfrentados pelas celebridades, o padre Reginaldo Manzotti apontou a exposição excessiva como o principal vilão. “O drama hoje é a vida invadida. Existe essa ideia de que a invisibilidade é a morte, então a pessoa se expõe demais”, analisou o religioso.

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Como conselho, Manzotti enfatizou a importância do equilíbrio entre vida pública e privada. “Às vezes é preferível se expor menos e ter mais qualidade de vida”, ponderou, sugerindo que a busca por visibilidade a qualquer custo pode comprometer o bem-estar pessoal.

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Padre Manzotti: Exposição Excessiva é o Maior Desafio de Famosos que Buscam Fé

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Em uma conversa franca com o portal LeoDias, em Curitiba, o Padre Reginaldo Manzotti compartilhou detalhes sobre suas interações com personalidades do mundo artístico. O líder religioso ressaltou a importância da discrição em assuntos pessoais, mesmo mantendo proximidade com muitos famosos. Segundo ele, a busca por orientação espiritual por parte dessas figuras públicas é genuína, e não motivada pela necessidade de visibilidade.

“São conversas de foro interno, então muitas coisas eu não posso revelar”, declarou Manzotti, enfatizando que, apesar de sua própria fama e de seus shows e atividades de evangelização pelo país, o pedido mais comum que recebe é simplesmente uma bênção. “Eu costumo abençoar e também acompanhar. A pessoa não vem no artista, vem no padre”, explicou.

O padre revelou que mantém contato frequente com diversos artistas, mencionando nomes como Virginia Fonseca, Thiaguinho e Thaeme Mariôto. Seu acompanhamento espiritual vai além de uma simples bênção, incluindo troca de mensagens e suporte contínuo. Ele até mantém um “caderninho” com nomes de pessoas pelas quais se dedica a rezar, e fez uma menção especial ao jornalista Leo Dias, garantindo que ele também está nessa lista.

Manzotti apontou a exposição midiática excessiva como o principal desafio enfrentado por muitas celebridades. Para ele, a pressão constante por visibilidade pode comprometer a qualidade de vida. “O drama hoje é a vida invadida. Existe essa ideia de que a invisibilidade é a morte, então a pessoa se expõe demais”, analisou.

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Como conselho para lidar com essa pressão, o padre defende o equilíbrio: “Às vezes é preferível se expor menos e ter mais qualidade de vida”.

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