A crescente projeção do cinema brasileiro em palcos internacionais ganha mais um capítulo com a participação do país no Globo de Ouro. Este ano, o filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, figura entre os indicados em três categorias, reafirmando a presença nacional em uma das mais prestigiadas honrarias do audiovisual. Mas como se deu essa jornada? O portal LeoDias preparou um retrospecto das incursões brasileiras nesta celebração do cinema e da televisão.
A temporada de 2025 marcou um feito inédito para o Brasil: o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama foi conquistado por Fernanda Torres, em sua atuação no longa “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. A obra, que também concorreu na categoria de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, não saiu vencedora nesta última disputa.
Em 2015, Wagner Moura, que atualmente disputa o prêmio de Melhor Ator em Filme Dramático por “O Agente Secreto”, já havia marcado presença na cerimônia com a série “Narcos”. A produção da Netflix, da qual ele é protagonista, foi indicada nas categorias de Melhor Série de Drama e Melhor Ator em Série de Drama, sem, contudo, alcançar a vitória.
O aclamado “Cidade de Deus”, dirigido por Fernando Meirelles, também teve seu momento de reconhecimento internacional. Em 2002, o longa foi indicado a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro, mas não levou o prêmio. Além da indicação na premiação, o filme acumulou quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Diretor, e um BAFTA de Melhor Edição.
Outra obra marcante de Walter Salles, “Central do Brasil”, celebrou um grande sucesso em 1998. O filme não só venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, como também rendeu a Fernanda Montenegro uma indicação como Melhor Atriz em Filme de Drama.
O Brasil também esteve representado no Globo de Ouro em 1985 com “O Beijo da Mulher-Aranha”, que disputou Melhor Filme de Drama, Melhor Ator em Filme Dramático e Melhor Atriz Coadjuvante, com destaque para a atuação de Sônia Braga.
Anteriormente, em 1981, “Pixote: A Lei do Mais Fraco”, de Héctor Babenco, concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas não obteve a vitória.
Um caso de particular interesse é “Orfeu Negro”, de 1959. Embora filmado no Brasil e com diálogos em português, o filme, dirigido pelo francês Marcel Camus, foi premiado como Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro, com o prêmio sendo creditado à França.