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"O povo brasileiro não precisa de um grande Armagedom", afirma Marina Silva

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O Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (10) recebeu a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, pré-candidata da Rede Sustentabilidade à presidência da República. Nesta entrevista do especial que o programa realiza com os presidenciáveis, Marina afirmou que é hora de acabar com a polarização política que, segundo ela, só faz mal ao país. A ex-ministra questionou a legitimidade do governo Temer para realizar as reformas Trabalhista e da Previdência e disse acreditar na sociedade para inaugurar um novo ciclo no país.
Marina começou a entrevista rebatendo críticas de internautas, que diziam que ela só aparece a cada quatro anos, em tempos de eleições presidenciais. “Eu não tenho mandato, meu mandato de senadora terminou em 2010. De lá para cá, eu venho fazendo o que eu sempre faço durante esses mais de 33 anos de vida pública, atuando na defesa do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável, trabalhando como professora. O ano de 2015 eu fiquei como professora associada da Fundação Dom Cabral, dando aulas, e tenho meu trabalho de, enfim, sobrevivência. Graças a Deus, eu sou uma pessoa que tem mais de 30 anos na vida pública, mas que quando termina o mandato volta para sua condição de professora, porque vida pública não dá patrimônio para ninguém, vida pública pode até dar prestigio, respeito, dignidade, mas quando começa a aumentar o patrimônio fique desconfiado se a pessoa não tinha o patrimônio antes.“ A ex-ministra garantiu que participa de todos os debates relevantes ao país e disse que quem acompanha suas redes sociais sabe disso.
Marina Silva falou sobre algumas viagens internacionais que fez e destacou uma em especial: “Eu estive nos EUA, a convite do presidente Macron, para o lançamento da iniciativa global sobre desenvolvimento sustentável, nas Naçoes Unidas, em Nova Iorque. Era a reunião anual das Nações Unidas e o presidente Macron lançou uma iniciativa, que eles chamam de iniciativa global em relação à necessidade de se ter um acordo global para implementação das metas que foram estabelecidas no acordo de Paris. É uma iniciativa ousada, obviamente que tem aí um desafio muito grande e eu tive a honra de participar, tanto do lançamento, e até de conversar um pouco com ele, quanto do seminário técnico-cientifico que teve em seguida na Universidade de Columbia“.
A ex-ministra do Meio Ambiente falou sobre as recentes manifestações de pré-candidatos à presidência que defendem a exploração de patrimônios naturais do Brasil, como a Amazônia, os aquíferos, as áreas indígenas, o pré-sal. Para ela, é preciso observar cada situação com a devida atenção: “Na Amazônia temos que ter o cuidado de ver a viabilidade dos projetos. E quando eu falo viabilidade não estou falando apenas em termos econômicos. Estou falando da viabilidade do ponto de vista econômico, do ponto de vista ambiental, do ponto de vista social e do ponto de vista cultural. Se atender a todos esses pré-requisitos, os projetos podem ser feitos, a Amazônia tem espaço para o desenvolvimento de uma economia que seja sustentável.” Para ratificar sua opinião, Marina lembrou que em seus tempos à frente do ministério do Meio Ambiente coordenou o Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia, que foi feito em parceria com a sociedade, os governos estaduais, municipais, as comunidades locais e 18 ministérios. Marina enfatizou: “A Amazônia nunca foi um problema, a Amazônia é sempre uma solução, desde que se faça o desenvolvimento econômico respeitando a capacidade de suporte desse bioma tão importante para o Brasil, equilíbrio do planeta”.
Questionada sobre quando decidirá se será ou não candidata à presidência da República pela Rede, Marina Silva observou: “Eu ainda estou na condição de ouvir as pessoas, o diálogo com meu partido, outros partidos, principalmente os que participaram do processo político de 2014, quando fizemos aquele esforço de dar uma contribuição para evitar que o Brasil caísse no poço sem fundo em que acabou caindo, infelizmente. Obviamente que as composições são importantes e em breve estarei anunciando qual é a minha posição.” Sobre ter participado de conversas com nomes como Luciano Huck e Joaquim Barbosa, a política observou: “Estou conversando com muita gente e com diferentes setores, ouvindo muito as pessoas, porque a questão que eu me coloquei foi a seguinte, qual é a maior efetividade da minha contribuição? É sendo candidata novamente? Eu já fui por duas vezes. É dando uma contribuição da sociedade? Estou fazendo essa reflexão já há algum tempo”.
Incentivada por internautas a se lançar candidata à presidência, a política da Rede recordou o último pleito que disputou: “Nós fizemos uma campanha acreditando que estávamos debatendo o Brasil e, de repente, nós descobrimos, depois, que houve uma fraude eleitoral em 2014. A fraude eleitoral do abuso do poder econômico com o dinheiro roubado da Petrobras, dos fundos de pensão, da Caixa Econômica, de Belo Monte, o dinheiro do BNDES, que foi derramado para os tais dos campões nacionais e voltou na forma de caixa dois, ou de caixa um, como o caso do Joesley Batista, e tantos outros. Então, os 22 milhões de votos que nós tivemos naquele momento foram votos de cidadãos que estavam ali acreditando que estava havendo uma disputa para debater o Brasil. Para alguns era debater o Brasil, para outros era uma disputa pelos seus negócios espúrios e foi isso que a Lava Jato acabou de revelar, então eu sei da minha responsabilidade e do que significa uma discussão em 2018, depois de tudo que está acontecendo no Brasil, que é a necessidade, no meu entendimento, de acabarmos com essa polarização que já fez tanto mal aos brasileiros.”
Para ilustrar seu ponto de vista, Marina observou: “Você já notou que antes a gente divergia, mas ia para o mesmo cinema e se encontrava e conversava, as pessoas iam para o mesmo bar e conversavam, as pessoas iam para o banco da igreja. Hoje não dá mais para conversar de política nem no banco da igreja, porque a polarização chegou a um nível tóxico em que as pessoas não querem saber de debater, elas ou fazem o rótulo ou vão direto para o embate e a política não pode ser isso, não pode ser o ódio, não pode ser a separação. Você vê que estão tentando resolver o problema com mais polarização, agora é tentando criar, artificialmente, de que está decidido que é Lula e Bolsonaro, como se fosse o grande Armagedom. O povo brasileiro não precisa de um grande Armagedom, o povo brasileiro precisa recuperar a confiança, a esperança”.
Ao ser perguntada sobre quem apoiaria em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a ex-ministra criticou os apressados: ”É muito cedo para eliminar os outros candidatos. A gente ainda está na pré-campanha e já estão querendo eliminar as outras possibilidades? Acho que as pessoas estão tão acostumadas com a polarização, que faz tanto mal ao Brasil, que elas já vão direto para uma possível polarização de segundo turno. Esse é o momento de a gente ser mais prospectivo, de buscar outras alternativas”.Marina ainda observou: “Infelizmente, o Bolsonaro é o maior cabo eleitoral do Lula e o Lula acaba sendo o maior cabo eleitoral do Bolsonaro, porque eles se retroalimentam”. Para ela, um se sustenta na candidatura do outro e isso não é bom para o país: “O Brasil está precisando de quem se sustenta em cima de propostas, em cima de ideias, em cima do que pensa para o Brasil, não é em cima do adversário”.
Marina Silva foi questionada se é possível governar sem o ‘toma lá, dá cá’ com o Congresso Nacional, que cobraria cargos para votar ou não com o governo: “O presidencialismo de coalizão virou o presidencialismo de degradação. É isso que nós temos. Aquele que vai para o poder faz a privatização do Estado, distribui pedaços do Estado para os partidos e para lideranças políticas e dessa forma é que consegue a composição do governo e a maioria do Congresso. Nós precisamos fazer uma mudança significativa. Eu defendo a ideia de governos programáticos, que compõem a maioria no Congresso e a sua equipe de governo com base em um programa, seria uma espécie de presidencialismo de proposição, isso acontece nas democracias evoluídas.” Ela prosseguiu: “No Brasil, nós temos a péssima postura de não só privatizar o Estado, mas de fazer as negociatas para conseguir os votos para os projetos no Congresso e, mais do que isso, veja que até os projetos de lei são comprados, medidas provisórias compradas para favorecer esse ou aquele grupo, isso não é mais presidencialismo de coalizão, é presidencialismo de degradação, de desmoralização”.
A pré-candidata da Rede Sustentabilidade criticou a privatização da Eletrobras: “Qual é o plano dessa privatização? O governo está dando um sinal. O mundo inteiro está correndo atrás das energias limpas, renováveis e seguras. A China está investindo muito pesado em energia eólica, os EUA, mesmo com as loucuras do Trump, estão mantendo a sua agenda de não se deixar levar pela indústria do carvão, do petróleo e do gás e buscando as alternativas das energias renováveis para que possa haver um processo de descarbonização das economias globais. No caso do Brasil parece que a gente está andando para trás”.
Marina analisou as dificuldades que a Rede pode ter para eleger deputados e governadores, fato capaz de atrapalhar um candidato do partido que, eventualmente, chegue ao Poder Executivo: “Primeiro nós temos que trabalhar e trabalhar duro para mudar esse Parlamento. E quando eu digo fazer a mudança, não é que vamos ter as pessoas de um único partido. Eu defendo a ideia, desde 2010, que pessoas boas existem em todos os partidos, o problema é que elas ficam no banco de reservas. Acho que a sociedade tem que olhar para as pessoas e verificar quais são aqueles que além do discurso têm um testemunho de vida compatível com o discurso, para que a gente melhore a qualidade do Congresso, mas tem uma coisa, a forma como se ganha determina a forma como se governa. Quem ganha com dinheiro de caixa dois, quem ganha fazendo alianças totalmente incoerentes, como a gente vê na maioria dos partidos que assumiram o poder, vai governar de forma incoerente.” Ela prosseguiu: “A Rede aposta na melhoria da qualidade da política. Eu confio na sociedade brasileira e a sociedade brasileira, eu espero e acredito nisso, aprendeu com o que aconteceu em 2014”.
“A Rede acredita em inovação da política, por isso nós estamos dialogando muito com diferentes setores da sociedade para que apresentem candidaturas, inclusive candidaturas independentes. A Rede tem no seu estatuto a possibilidade das candidaturas cívicas, que são pessoas que têm uma relevância na sociedade, mas que não querem ser filiados orgânicos”, defende Marina Silva. Para ela, isso é uma forma de ajudar a melhorar a qualidade da política. Para embasar sua opinião, Marina afirma que grandes propostas que ajudaram a melhorar o Brasil partiram da sociedade. Ela cita o ‘Fome Zero’ e o SUS como iniciativas da sociedade que se tornaram políticas públicas.
Marina Silva criticou uma declaração do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, que teria dito que o Congresso não é obrigado a ouvir o povo: “Isso é apartação total do sistema político da sociedade. As pessoas são eleitas para representar, não é para substituir o representado. Essa visão de que não é para carimbar o que a sociedade quer é a visão de trancar a sociedade pelo lado de fora do sistema político.” Marina ainda chamou de “anomalia completa numa democracia ocidental” a decisão de que o Senado e a Câmara devem julgar os investigados na Lava Jato: “Não existe nenhum segmento da sociedade que faz seu próprio julgamento, só deputado e senador. Além do foro privilegiado, eles vão ter o autoindulto privilegiado”.
A pré-candidata da Rede mostrou simpatia pela possibilidade de o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto assumir uma carreira política: “Eu gostaria muito que ele viesse dar uma contribuição na política. Imagine um homem com o compromisso, com a capacidade técnica que ele tem e a postura ética. Seria uma grande contribuição para a renovação da política brasileira”.
Marina Silva foi criticada por alguns internautas por ter apoiado Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014 e por ter demorado a se manifestar publicamente no caso do rompimento da barragem em Mariana.
Sobre o apoio ao tucano, ela observou: “Naquela eleição de segundo turno, com as informações que tínhamos, era a decisão que deveria ser tomada.” Marina disse que levou em conta os compromissos assumidos por Aécio que estavam de acordo com o que ela entendia como o melhor para o país: “Com base nesse compromisso, eu declarei o apoio, mas naquele momento não tínhamos as informações que temos hoje”.
A ex-ministra falou sobre as cobranças para se manifestar à época da tragédia em Mariana. Ela disse que suas manifestações poderiam ser vistas nos jornais e em suas redes sociais e destacou que, provavelmente, as mesmas pessoas que cobraram que ela fosse ao local e tirasse uma foto no meio da lama a acusariam de oportunismo caso o fizesse. Marina foi enfática ao opinar sobre o rompimento da barragem na cidade mineira: “Aquilo não foi um acidente, aquilo foi um crime, um crime de lesa-pátria, de lesa-humanidade, porque os danos ambientais são incorrigíveis, a perda da vidas das pessoas, do patrimônio histórico, enfim, todas as mazelas de Mariana”.
Ainda falando sobre o caso, Marina enfatizou: “Eu conheço a natureza dos problemas e eu não tinha uma efetividade no local a não ser a solidariedade que poderia ser prestada, mas o mais importante ali era ter o trabalho do Corpo de Bombeiros, do Ministério Público e da Polícia Federal e da Justiça para a punição da empresa, do Ministério de Minas e Energia, do Ministério do Meio Ambiente, da Secretaria de Meio Ambiente do governo de Minas Gerais. É engraçado que os que fazem essa cobrança a mim não fazem a cobrança de quem estava no governo”.
Diante de pesquisa do Greenpeace, que aponta que o brasileiro consome alimentos com teor de agrotóxicos acima do permitido e, pior, com substâncias proibidas no país, Marina observou que é preciso que haja uma regração com relação à conivência do Brasil com substâncias que são, inclusive, proibidas na Europa e nos EUA, mas que, infelizmente, entram no país com certa facilidade. “O Brasil e o mundo devem caminhar para que se possa ofertar cada vez mais alimentos saudáveis, para isso, a gente precisa aumentar a produção por ganho de produtividade”. Marina defendeu que, ao mesmo tempo, se evitem abusos no uso de agrotóxicos.
A entrevistada se mostrou preocupada com as reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo de Michel Temer: “Em primeiro lugar, é muito interessante que a população brasileira fique atenta. Nós temos um governo que está se dispondo a fazer reformas, mexendo nos direitos das pessoas, sem nenhuma credibilidade, sem nenhuma legitimidade, com baixíssima popularidade, que é de apenas 3%, e um presidente da República que está se vangloriando de que ele pode fazer isso porque ele não tem nada a perder. Logo, a gente chega à conclusão de que quem está perdendo é a sociedade brasileira. O Brasil precisa de reformas? Sim, mas não essa que está sendo feita pelo atual governo, da forma como está sendo feita, ouvindo apenas um lado, o lado do empregador, no caso da reforma trabalhista, no caso da reforma da Previdência. E mais ainda, nem a Dilma e nem o Temer disseram que iam fazer a reforma que está sendo feita agora. Eles não apresentaram sequer um programa de governo quando concorreram às eleições. É preciso que o debate de 2018 diga claramente para a sociedade, pelo menos em termo de diretrizes gerais, quais são as reformas que precisarão ser feitas”. Marina criticou: “Da forma como está sendo feito, o governo está fazendo para se manter no poder e eu até digo, o Temer não tem uma equipe econômica, é a equipe econômica que tem o Temer”.
Questionada por que desejaria de ser presidente da República, Marina Silva observou: “O que eu vou falar, como eu ainda estou no processo, é válido para qualquer pessoa que deseje ser candidato. O Brasil está numa das piores crises, com certeza a gente precisa inaugurar um novo ciclo. A República no Brasil é puramente nominal, não é institucional, não é de fato, senão não teria venda de medidas provisórias, senão as diretorias da Petrobras não teriam sido ocupadas para promover o saque, senão nós não teríamos hoje o desrespeito à Constituição e à legislação. Eu sonho com um presidente da República que seja capaz de ter um governo que se forme a partir de programa, que componha o governo com base em propostas, que forme a maioria no Congresso a partir de suas propostas, um governo que não está ali nem para favorecer os amigos nem para prejudicar os inimigos. Num governo republicano se tem muito pouco poder, quem tem muito poder é quem não está usando a força da lei, ou usa a lei para os outros e flexibiliza consigo mesmo. O meu sonho é de que a gente possa ter um país com uma nova governabilidade. As democracias evoluídas não compõem governo privatizando o Estado. As democracias evoluídas, além de acontecerem a partir de propostas, não fulanizam conquistas, institucionalizam, transformam conquistas em direitos, não ameaçam as pessoas de que elas poderão perder o benefício caso ele não ganhe uma eleição”.
Por fim, Marina afirmou que a Europa e os EUA têm seus ideais, mas cobrou que o Brasil defina o seu: “Eu sonho com um Brasil que seja economicamente próspero, socialmente justo, politicamente democrático, onde a gente possa divergir, mas se respeitar. Hoje essa cultura do ódio faz com que as pessoas transformem a divergência numa guerra e o Brasil não precisa disso. O governante que ganha com o ódio vai governar com o ódio, se ganhar mentindo vai governar mentindo, se ganhar roubando vai governar roubando. A forma como se ganha determina a forma como se governa”.

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Domingo na Globo em 01/03/2026: Esporte, Novidades e Reality em Destaque

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O público da Rede Globo terá um domingo repleto de atrações no dia 1º de março de 2026. A emissora preparou um cardápio especial que inclui a cobertura esportiva do ‘Esporte Espetacular’, o tradicional programa de reportagens ‘Fantástico’ e os desdobramentos do ‘Big Brother Brasil 26’.

A programação promete manter os telespectadores informados sobre os principais acontecimentos do mundo esportivo, além de trazer reportagens aprofundadas sobre temas relevantes e acompanhar de perto as emoções da casa mais vigiada do país.

Domingo na Globo em 01/03/2026: Esporte, Novidades e Reality em Destaque

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Thiago Fragoso: ‘Dívida de gratidão’ com Dennis Carvalho marcada por apoio inabalável em momento crítico

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O ator Thiago Fragoso, aos 44 anos, prestou uma tocante homenagem ao diretor e colega de profissão Dennis Carvalho, falecido neste fim de semana aos 78 anos. Em suas palavras, Fragoso revelou a profunda gratidão que nutre por Carvalho, destacando um episódio em que o apoio do veterano foi fundamental para sua recuperação e continuidade na carreira.

O incidente que marcou a trajetória de Fragoso ocorreu em 2012, quando sofreu um grave acidente durante uma apresentação teatral. A queda, de aproximadamente cinco metros de altura, resultou em múltiplas fraturas e perfuração de um dos pulmões, demandando um longo período de cuidados intensivos e reabilitação. Na época, o ator estava escalado para a novela ‘Lado a Lado’, e temia perder o papel.

“Eu tenho uma dívida de gratidão imensa com o Dennis”, declarou Fragoso em sua declaração. Ele relatou que, em meio à incerteza de sua recuperação, Dennis Carvalho demonstrou uma generosidade e confiança notáveis. “Nas horas mais difíceis, as pessoas mostram o tamanho de sua generosidade, a fortaleza do seu caráter. O nosso querido Dennis ligava todos os dias para saber como eu estava e dizia: ‘Avisa que vamos esperar por ele’. Essa confiança tão grande me deu força suficiente para atravessar os momentos difíceis e me recuperar a ponto de poder voltar a trabalhar”, emocionou-se o ator.

Fragoso enfatizou que a atitude de Carvalho foi decisiva para sua volta aos palcos e à televisão, mesmo com as sequelas e a necessidade de cuidados especiais. “Nunca vou esquecer disso. Vai com Deus, meu amigo. Fica a saudade gigante”, concluiu, expressando o profundo impacto que a solidariedade do diretor teve em sua vida profissional e pessoal.

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O acidente de Thiago Fragoso aconteceu durante a peça ‘Xanadu’, no Rio de Janeiro, quando os cabos de sustentação de uma cena de voo se romperam. Enquanto sua colega de cena, Danielle Winits, sofreu ferimentos leves, Fragoso teve um impacto severo, resultando em 11 fraturas nas costelas, perfuração pulmonar, lesões musculares e em órgãos internos. A recuperação exigiu meses de fisioterapia e acompanhamento psicológico, com o ator chegando a temer pela sua voz e pela capacidade de seguir atuando.

Thiago Fragoso: 'Dívida de gratidão' com Dennis Carvalho marcada por apoio inabalável em momento crítico

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Globo lança documentário sobre os 30 anos dos Mamonas Assassinas

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Três décadas após o trágico acidente que marcou o fim prematuro da banda Mamonas Assassinas em março de 1996, a TV Globo presta uma homenagem à trajetória meteórica do grupo com o lançamento do documentário “Mamonas – Eu Te Ai Love Iú”. A obra tem estreia agendada para a próxima segunda-feira (2), logo após a exibição do reality show ‘BBB 26’.

O filme promete reconstruir a história dos cinco jovens de Guarulhos através de um acervo de imagens inéditas e depoimentos emocionados de familiares e personalidades que tiveram suas vidas marcadas pela passagem dos Mamonas. Antes da exibição para o grande público, os confinados do ‘BBB 26’ terão a oportunidade exclusiva de assistir ao documentário durante o quadro ‘Cine BBB’, horas antes da transmissão oficial.

Entre os nomes que compartilharam suas memórias e perspectivas sobre o grupo estão figuras como Serginho Groisman, Cláudio Manoel e Tom Cavalcante, cada um com uma conexão particular com os Mamonas. A produção não se detém apenas no luto, mas explora a ascensão fulminante de uma banda que, em 1995, se consolidou como o maior fenômeno da música brasileira, ocupando um espaço único e inesquecível na história da indústria fonográfica nacional.

O único álbum lançado pelos Mamonas Assassinas alcançou a marca impressionante de mais de 3 milhões de cópias vendidas, um dos feitos mais notáveis do mercado musical brasileiro. A popularidade da banda também gerou disputas acirradas entre emissoras de televisão, com o ‘Domingão do Faustão’ sendo um dos programas que utilizou o carisma dos Mamonas para impulsionar sua audiência. Relatos indicam que Boni, uma figura proeminente da Globo na época, chegou a propor um contrato de exclusividade de três anos ao grupo para evitar sua participação em programas do SBT.

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“Mamonas – Eu Te Ai Love Iú” é uma produção do Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo, com direção de Fellipe Awi. O roteiro leva a assinatura de Renato Terra e Gabriel Tibaldo, com produção de Anelise Franco. Fernanda Neves é a produtora executiva, Monica Almeida dirige artisticamente, e Pedro Bial lidera o Núcleo de Documentários.

O lançamento do documentário ocorre em um momento em que a memória dos Mamonas Assassinas permanece vibrante, capaz de mobilizar tanto aqueles que viveram a década de 90 quanto as novas gerações que se interessam por essa história singular. Recontar essa trajetória agora é, acima de tudo, reconhecer que seu legado nunca deixou de existir.

Globo lança documentário sobre os 30 anos dos Mamonas Assassinas

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