Silvia Abravanel revelou em entrevista recente que optou por não aceitar uma posição de liderança no SBT. A apresentadora justificou sua decisão pela falta de aptidão em gerenciar equipes e lidar com as complexidades dos bastidores da emissora.
Durante sua participação no programa ‘Jornal dos Famosos’, veiculado pela LeoDias TV, Silvia detalhou os motivos que a levaram a declinar da oferta para assumir a direção artística do canal fundado por seu pai, Silvio Santos.
“Eu não tenho paciência para lidar com os outros, com o psicológico das pessoas”, explicou Silvia, enfatizando sua dificuldade em mediar questões emocionais no ambiente de trabalho.
A apresentadora também apontou o comportamento de alguns artistas como um fator decisivo. “As pessoas são muito em cima do muro. E o ego do artista é pior ainda. Eu trabalhei com o Silvio Santos, que não tinha ego nenhum”, comparou.
Silvia Abravanel também criticou a postura de profissionais mais jovens que, segundo ela, já demonstram exigências exageradas logo no início da carreira. “Eu vejo pessoas que estão começando agora já com aquela coisa de tapete vermelho, champanhe, ‘eu quero ser e acontecer’. Não dá! Minha capacidade mental não alcança isso.”, declarou.
Atualmente, Silvia comanda o programa infantil ‘Sábado Animado’, um dos poucos formatos da TV aberta dedicados exclusivamente ao público infantil. Sua trajetória no SBT inclui passagens pela direção de diversas atrações.
Em outro ponto da entrevista, a comunicadora ressaltou a importância de ser autêntica, mesmo fora das câmeras. “Eu sou muito pé no chão. Eu vivo no Brasil, não posso ser uma coisa na TV que não sou na minha vida real”, afirmou.
Ela também comentou a relação com os fãs, defendendo a transparência. “As pessoas que me abordam na rua têm que ver a Silvia de cara limpa, do jeito que eu sou, eu não posso ser uma coisa que depois vou ter que representar. Eu não sei usar máscara com ninguém!”, declarou.
Silvia relembrou sua criação junto a Silvio Santos, descrevendo o pai como uma pessoa simples e autêntica. “Meu pai também era uma pessoa simples, eu fui criada por uma pessoa extremamente simples. E todo mundo sabe que ele era aquilo, ele não representava. Eu comecei no SBT fiscalizando o banheiro, não tenho vergonha nenhuma de falar isso.”, compartilhou.
Por fim, a apresentadora reconheceu que sua franqueza por vezes gera mal-entendidos. “As pessoas se chocam demais com a minha sinceridade. Eu já perdi pessoas — não chamo de ‘amigos’”. Ela concluiu refletindo sobre como sua sinceridade é interpretada: “Entendem a sinceridade como arrogância, grosseria, petulância, falta de humildade… Não tem isso! A gente é o que a gente é.”